Em comunicado “a CDU de Moura diz que pretendeu que os eleitos da Assembleia Municipal esclarecessem qual a posição a tomar, tendo em conta os acontecimentos recentes de ataque e perversão dos direitos dos trabalhadores municipais, por parte do executivo PS na Câmara de Moura.”
João Ramos, eleito da CDU na Assembleia Municipal de Moura, referiu à Planície que “a apresentação da Moção aconteceu porque no contexto da tentativa de condicionar os trabalhadores a participarem naquela manifestação do dia 31 de Janeiro, houve eleitos do PS, pessoas com responsabilidades políticas e públicas, nomeadamente um vereador e um eleito de freguesia, que expressaram opiniões ofensivas para com os trabalhadores da Câmara.”
João Ramos dá um exemplo, “uma das coisas que era dita é que - se os funcionários da Câmara fazem greve 11 meses por ano, ainda queriam mais -. São coisas deste tipo que são ditas relativamente aos trabalhadores. Os eleitos da CDU, entenderam que este Orgão, que é a Assembleia Municipal, se devia distanciar destas declarações e por isso apresentou esta moção de apoio, que só teve os votos a favor da CDU.”
Por seu lado o presidente da autarquia mourense, Álvaro Azedo, refere que o Partido Comunista devia defender todos os trabalhadores e não só alguns.
Para o edil mourense “o PCP não pode professar que está em defesa dos funcionários, quando a sua visão só defende determinado tipo de trabalhadores. A posição desta Câmara é a defesa intransigente dos direitos e deveres de todos os trabalhadores do município. Esta Câmara já se expressou muito sobre o que se passou quando da última greve e a população já percebeu o que está em causa.”
Álvaro Azedo deixa uma questão, “o Partido Comunista fala tanto na defesa dos trabalhadores, e eu deixo uma pergunta no ar. O que é que o PCP, enquanto esteve na Câmara fez, por exemplo, pelos trabalhadores da Escola Profissional de Moura?
Durante mais de 10 anos foram assinando contractos com termo, uns atrás dos outros, em que o PCP mais não fez que alimentar-se da precaridade em que estes trabalhadores têm vivido.” E adianta que “foi esta Câmara do Partido Socialista, que executou o processo de regularização dos vínculos precários dos trabalhadores agregando ao seu serviço, 19 pessoas que se revestem de mais valia para estes serviços.
É este executivo, da Câmara Municipal de Moura, que no final deste ano lectivo, vai terminar com a precaridade dos trabalhadores da Escola Profissional de Moura, resolvendo de vez um problema do qual o Partido Comunista se alimentou durante os últimos anos, não resolvendo as questões laborais das pessoas.”