A governante referiu que “a vontade de Portugal é de reforçar os programas existentes, sejam transfronteiriços, transnacionais ou inter-regionais, e fortalecer a dotação destas iniciativas.”
Ana Abrunhosa disse ainda que o critério da população não pode ser o único a ser utilizado, uma vez que potencia “situações de desigualdade que afectam gravemente a oportunidade de participação portuguesa, sobretudo nos programas transfronteiriços, dada a importância deste tipo de apoios para a política de valorização do interior”.
O investimento europeu destinado à cooperação territorial em Espanha e em Portugal é fundamental para diminuir as diferenças que existem no País entre os territórios de fronteira e os territórios litorais.
“Se Portugal investir mais nos territórios de fronteira, ganha Portugal, ganha Espanha, ganhamos todos”, acrescentou.
A Ministra sublinhou que o desenvolvimento das regiões transfronteiriças é alcançado através de estratégias “integradas, arrojadas e bem lideradas”. Para isso, são necessárias infraestruturas de qualidade, formas de mobilidade acessíveis e sustentáveis, valorização dos recursos, conhecimento, investigação e cidades “amigas das pessoas”.