Em comunicado a Confederação refere que está em causa, “ especificamente a criação de uma taxa sobre a madeira, afectando todas as empresas nacionais que utilizam e transformam recursos florestais, que deu entrada no passado dia 13 de Janeiro e uma outra proposta, apresentada a 27 de Janeiro, que propõe taxas sobre a carne, abrangendo toda a produção pecuária, tentando impedir, ou dificultando progressivamente, o consumo de carne, tão importante na nossa dieta e na roda dos alimentos.”
No documento pode ler-se que “ ao taxar toda a carne, essencial na dieta dos portugueses, criar-se-ia uma barreira no acesso a bens alimentares essenciais. Produtos na base da nossa dieta, de importância vital para uma saúde equilibrada. Excluir portugueses de acederem a uma alimentação salutar e nutritiva deverá, por si, justificar a recusa desta taxa. As pessoas com menor poder de compra, as cantinas escolares e hospitalares, os lares de idosos e muitos outros, seriam os principais penalizados, obrigando a empobrecer as suas refeições, com impacto na qualidade de vida e sustentabilidade alimentar de toda a população.”
Para a CAP taxar as madeiras e as carnes é uma resposta errada para uma questão que está enviesada desde a primeira hora: a Agricultura, a Floresta e as suas actividades, essenciais e insubstituíveis para a sobrevivência humanas, podem ser, seguramente, os maiores aliados da agenda da descarbonização da economia.