A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), manifestaram a sua preocupação com o estado actual do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e reafirmaram a necessidade de valorização da Carreira Médica para atrair e reter os médicos no SNS.
Segundo a FNAM, “os recentes casos de violência contra médicos são reflexo da deterioração dos cuidados de saúde e à passividade governamental na sua resolução, ” e acrescenta que “os sindicatos médicos constituem parte da solução para o problema, numa atitude de defesa do SNS como, aliás, tem sido sempre a sua postura, e propõem: Renegociação da Carreira Médica e das Grelhas Salariais, que contemple a dedicação exclusiva opcional; Tabela de valorização do trabalho efectuado em Serviço de Urgência (SU); Redução do tempo normal de trabalho no SU, das 18 para as 12 horas, permitindo mais tempo para a actividade assistencial e a diminuição das listas de espera; Redimensionamento da lista de utentes dos médicos de família; Estatuto de desgaste rápido, risco e penosidade acrescidos para a profissão médica; Medidas de protecção e segurança dos médicos nos seus locais de trabalho.”
No próximo dia 15 de Janeiro, os sindicatos médicos reunirão com os Grupos Parlamentares do PS, do CDS-PP e do PAN, e aguardam o agendamento da reunião com a Comissão Parlamentar da Saúde.