A chuva que caiu durante o mês levou a um novo desagravamento da seca, mas 37,3% de Portugal continental mantém-se nesta situação.
De acordo com o índice meteorológico de seca (PDSI) do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, destes 37,3%, apenas 3,5% são relativos a seca severa.
Na região Sul, houve um desagravamento significativo da situação de seca meteorológica, persistindo, contudo, seca severa no sotavento algarvio.
De acordo com o IPMA, existem quatro tipos de seca: meteorológica, agrícola, hidrológica e socioeconómica.
A seca meteorológica está directamente ligada ao défice de precipitação, quando ocorre precipitação abaixo do que é normal.
Depois, à medida que o défice vai aumentando ao longo de dois, três meses, passa para uma seca agrícola, porque começa a haver deficiências ao nível da água no solo.
Se a situação se mantiver, evolui para seca hidrológica, quando começa a haver falta de água nas barragens. Existe também a seca socioeconómica, que é considerada quando já tem impacto na população.
Nas regiões sul, os valores de precipitação foram inferiores ao normal, por exemplo, os 47,9 milímetros de chuva ocorridos em Faro correspondem a cerca de 40% do normal (115,6 milímetros).
No final do mês Dezembro verificou-se um aumento dos valores de percentagem de água no solo, em relação ao final de Novembro em todo o território, sendo de destacar as Regiões do Norte e Centro com valores iguais à capacidade de campo; a Região Sul: aumento significativo da percentagem de água no solo e em alguns locais do Baixo Alentejo e Algarve ainda com valores inferiores a 40%.