O Director do Terras sem Sombra, José António Falcão, sublinhou que “o Festival, este ano tem a particularidade de poder cobrir todo o território do Alentejo, no sentido que estão connosco os 4 distritos, para uma promoção conjunta do património, da biodiversidade e também do Alentejo como destino de arte e cultura. O festival tem como convidado para 2020, a República Checa.”
Este ano estão programados 18 concertos, que abarcam um amplo repertório musical desde a Idade Média até à actualidade, e o festival vai acontecer em Vidigueira, Barrancos, Mértola, Arraiolos, Viana do Alentejo, Beja, Ferreira do Alentejo, Castelo de Vide, Sines, Alter do Chão, Santiago do Cacém e Odemira, ou seja, mais três concelhos que no ano passado.
A par da programação musical, o festival projecta um conjunto de visitas guiadas por peritos a vertentes pouco conhecidas do património material e imaterial e de sensibilização sobre as vantagens de preservação da biodiversidade. Este ano, entre outras, está previsto uma visita ao Sítio Arqueológico romano de São Cucufate, em Vidigueira, um encontro sobre o barranquenho, “a língua – não oficial – da zona raiana de Barrancos”, uma visita sobre o legado islâmico em Mértola, um encontro sobre os Tapetes de Arraiolos, outro sobre o Chocalho e a Arte Chocalheira, entre outros que vão atravessar as memórias judaicas de Castelo de Vide, a cestaria em Odivelas, no concelho de Ferreira do Alentejo, as artes tradicionais da pesca, em Sines, a Coudelaria de Alter, o sítio arqueológico de Miróbriga (Santiago do Cacém) ou o Forte de São Clemente, em Vila Nova de Milfontes.