Armazenamento de bagaço – “Está em causa o modelo de monocultura do olival no Alqueva”
Publicado | 2019-12-16 04:29:10
 
O facto de terem vindo a público notícias sobre a capacidade estática de armazenamento das unidades de recepção de bagaço de azeitona estar praticamente esgotada, a Associação Ambiental dos Amigos das Fortes, (AAAF), em comunicado considera, que esta constatação, coloca em evidência as fragilidades do modelo de desenvolvimento e exploração do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA), que tem assentado na monocultura do olival sem que os organismos responsáveis olhem para o território, para as comunidades e para o necessário reforço dos serviços e equipamentos públicos, para além da necessária estratégia a desenvolver de fixação de agroindústrias amigas do ambiente que possam corresponder aos subprodutos originados por esta monocultura sem colocar em causa a sustentabilidade económica e ambiental.
 
Fátima Mourão da AAAF sublinha que “já se percebeu agora, a fragilidade deste modelo de desenvolvimento. A implementação de olival sem parar, a qualquer custo, faz com que realmente, as fragilidades estruturais existam. Não há uma estratégia global equilibrada para o sector, nem para o EFMA. Os organismos competentes não estão a monitorizar, nem a fiscalizar este grave problema.”
Fátima Mourão acrescenta ainda que “agora há excesso de bagaço, então não se pensou nisso? As fábricas de queima de bagaço de azeitona, estão a trabalhar mal, para nós, para a população que existe à volta. Sempre dissemos, (há 11 anos), o quanto somos o lado negro dessa industria. Agora vão-se multiplicar à medida que acresce a pressão para aumentar a capacidade de laboração das unidades industriais de extracção do óleo do bagaço de azeitona, e a abertura de novas fábricas.”
A AAAF acredita que existem alternativas e que actualmente é necessário apostar na economia circular e na tão proclamada transição ecológica e energética. Apostar num sector agrícola virado para os desafios do seculo XXI, modernizado e inovador, em que possa haver espaço para cadeias de produção ecológicas, multifuncionais e de proximidade, baseada em cadeias curtas e numa economia circular, como é a necessidade manifestada nas metas climáticas.  

 



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