PCP quer reforço de medidas na saúde do distrito de Beja
Publicado | 2019-07-05 06:38:14
 
O partido Comunista Português recomenda ao Governo a adopção de medidas urgentes para reforçar a resposta pública na saúde no Distrito de Beja.
 

O deputado do PCP eleito por Beja, João Dias sublinhou que “a população sente a perda de cuidados de saúde. A verdade é que a nossa região tem assistido a uma perda de profissionais de saúde e tem dificuldade em fixar novos profissionais. Neste sentido o PCP avançou com a necessidade de um reforço da resposta pública na saúde no Distrito.”

O parlamentar acrescentou que “no distrito de Beja, é bem visível o agravamento do acesso por parte da população aos cuidados de saúde aos mais diversos níveis e respostas ao nível da prevenção, do tratamento ou da reabilitação. A maior dificuldade no acesso à saúde por parte da população é o facto de a ULSBA se debater com uma enorme falta de profissionais de saúde em todos os grupos profissionais, mas onde a carreira médica é a mais afectada, sendo que o quadro está apenas preenchido com 67,5% dos médicos, ou seja, estão em falta 74 médicos.

No que respeita aos cuidados hospitalares, actualmente o distrito de Beja dispõe de apenas um hospital, já que o de Serpa passou para a Santa Casa da Misericórdia.”

João Dias adiantou que “o PCP levou à Assembleia da República um projecto de Resolução que foi aprovado e deu origem à Resolução da Assembleia da República, que recomenda ao Governo que adopte medidas para se dar início à remodelação e ampliação do Hospital de

Beja. Esta ampliação é tanto mais importante e necessária por quanto diversas consultas externas funcionam há mais de 15 anos em contentores “provisórios” no parque de estacionamento do hospital.”

O deputado sublinhou também os problemas relacionados com a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), integrada no SNS “tem como objectivo a prestação de cuidados continuados integrados a pessoas que, independentemente da idade, se encontrem em situação de dependência.

Nos últimos 12 anos, a criação e abertura de unidades de internamento de cuidados continuados tem surgido sobretudo pelo financiamento público a prestadores privados. É verdade que têm aumentado o número de camas de cuidados continuados, nomeadamente por contractos com IPSS e Misericórdias e não por unidades públicas. O aumento do número de camas ainda é insuficiente para responder às necessidades da população.”

O PCP pede que se avance e reforce as medidas de incentivo e apoio à fixação de médicos na Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, com particular destaque às especialidades médicas mais carenciadas, como seja a obstetrícia, a Pediatria, a Imagiologia, a Ortopedia, entre outras; Proceda à contratação dos enfermeiros, técnicos superiores de saúde, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, assistentes técnicos e assistentes operacionais em falta garantindo-lhes adequadas condições de trabalho, de desenvolvimento e valorização profissional.

 



Leia esta notícia na integra na edição impressa do Jornal «A Planície»
Untitled Document Untitled Document Untitled Document
36 35
17 15
 
 
 
 
 
 
 
 
Untitled Document
 
    © 2015 - Sociedade Editorial Bética, Lda