Deputados do "interior profundo" do PSD defendem desconto nas portagens e comboios
Publicado | 2019-04-18 04:31:06
 
Falando numa conferência de imprensa no parlamento, cinco deputados sociais-democratas (de Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco e Guarda) apresentaram-se como sendo os representantes do “interior mais profundo do país” e os “parentes pobres” da tal medida do Governo de redução tarifária nos transportes públicos.
 
A deputada do PSD eleita por Beja, Nilza de Sena, sublinhou à Planície que “o Governo socialista apresentou uma medida de descontos nos passes sociais que apenas está dirigida a uma parte da população da zona metropolitana de Lisboa e Porto. Embora seja uma medida interessante é desigual e discriminatória. “ 
A parlamentar adiantou ainda que “dos 104 milhões de euros que se prevê que a medida custe a todos os contribuintes, 73 milhões destinam-se à Área Metropolitana de Lisboa, 15,08 milhões à Área Metropolitana do Porto, e só as sobras de 15,9 milhões são distribuídas pelas 21 Comunidades Intermunicipais. Ou seja, 70,19% das verbas do Orçamento do Estado afectas a este programa são para a grande Lisboa, enquanto 15,27% vão para o grande Porto e só 14,53% vai para o resto do país todo somado“.
Nilza de Sena acrescenta que “ a medida pode beneficiar muitos, mas beneficia de forma desigual. E mesmo que haja descontos, onde antes não havia oferta de transportes públicos, continua a não haver”. 
 Tal como fez com os passes sociais, o PSD quer que o governo “incentive também a mobilidade das populações que residam, trabalhem ou se desloquem fora das duas áreas metropolitanas, implementando as seguintes medidas: Redução de 50% no valor das portagens das ex-SCUT e autoestradas similares para carros a gasóleo ou gasolina;  Redução de 75% no valor das portagens das ex-SCUT e autoestradas similares para carros totalmente eléctricos;  Redução de 50% no preço dos bilhetes dos comboios regionais e intercidades que não estejam abrangidos pelo Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos.”
Nilza de Sena disse ainda que até na questão dos combustíveis há discriminação, Lisboa e Porto vão ser abastecidos e o resto do país não existe. “Nós não temos um país dentro de outro, nós somos só um País.”

 



Leia esta notícia na integra na edição impressa do Jornal «A Planície»
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