A deputada do PSD eleita por Beja, Nilza de Sena, sublinhou à Planície que “o Governo socialista apresentou uma medida de descontos nos passes sociais que apenas está dirigida a uma parte da população da zona metropolitana de Lisboa e Porto. Embora seja uma medida interessante é desigual e discriminatória. “
A parlamentar adiantou ainda que “dos 104 milhões de euros que se prevê que a medida custe a todos os contribuintes, 73 milhões destinam-se à Área Metropolitana de Lisboa, 15,08 milhões à Área Metropolitana do Porto, e só as sobras de 15,9 milhões são distribuídas pelas 21 Comunidades Intermunicipais. Ou seja, 70,19% das verbas do Orçamento do Estado afectas a este programa são para a grande Lisboa, enquanto 15,27% vão para o grande Porto e só 14,53% vai para o resto do país todo somado“.
Nilza de Sena acrescenta que “ a medida pode beneficiar muitos, mas beneficia de forma desigual. E mesmo que haja descontos, onde antes não havia oferta de transportes públicos, continua a não haver”.
Tal como fez com os passes sociais, o PSD quer que o governo “incentive também a mobilidade das populações que residam, trabalhem ou se desloquem fora das duas áreas metropolitanas, implementando as seguintes medidas: Redução de 50% no valor das portagens das ex-SCUT e autoestradas similares para carros a gasóleo ou gasolina; Redução de 75% no valor das portagens das ex-SCUT e autoestradas similares para carros totalmente eléctricos; Redução de 50% no preço dos bilhetes dos comboios regionais e intercidades que não estejam abrangidos pelo Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos.”
Nilza de Sena disse ainda que até na questão dos combustíveis há discriminação, Lisboa e Porto vão ser abastecidos e o resto do país não existe. “Nós não temos um país dentro de outro, nós somos só um País.”