Apesar dos serviços mínimos decretados para este greve, o
incumprimento dos mesmos levou a que 1.500 postos de abastecimento em Portugal
já não tenham combustível. Em apenas 48 horas, a greve dos camionistas lançou o
caos no país, horas depois do
início da greve dos camionistas que transportam matérias perigosas, metade dos
postos de Portugal já não têm qualquer tipo de combustível.
No total de 3.000
postos de abastecimento em Portugal, há mais de 1.500 postos onde já não existe
qualquer tipo de combustível.
Os dados são
avançados pela plataforma Já Não Dá para Abastecer e foram recolhidas na manhã
desta quarta-feira, 17 de Abril.
A greve dos cerca
de 800 camionistas que transportam matérias perigosas, como combustíveis, está
a paralisar totalmente o país.
O Governo decretou
ao final de terça-feira o estado de alerta de protecção civil, mobilizando
inclusive militares. Todos os camionistas de pesados ficam habilitados
temporariamente a conduzir camiões cisterna que transportam combustíveis.
Ao início da noite
de terça-feira, saiu de Aveiras de Cima – do parque de armazenagem de
combustíveis -, um comboio com oito camiões cisterna rumo ao aeroporto de
Lisboa, com esta coluna a ser escoltada pela GNR. Cada um destes camiões
cisterna tem capacidade para 35 mil toneladas de combustível.
A situação de
alerta declarada pelo Governo estipula o cumprimento de serviços mínimos pelos
grevistas: “Abastecimento de combustíveis aos hospitais, bases aéreas,
bombeiros, portos e aeroportos, nas mesmas condições em que o devem assegurar
em dias em que não haja greve”.
O despacho também estipula o “abastecimento de
combustíveis aos postos de abastecimento da Grande Lisboa e do Grande Porto,
tendo por referência 40 % das operações asseguradas em dias em que não haja
greve”. (JE)