Freguesias do concelho de Moura continuam sem médico
Publicado | 2019-01-18 04:22:58
 
Santo Amador, Povoa de São Miguel, Estrela e Sobral da Adiça continuam sem médico. Um problema que se vem arrastando há muito tempo, com promessas, não cumpridas, por parte das instituições responsáveis pela área de saúde.
 
Na última reunião, em Setembro de 2018, o Presidente da União de Freguesias de Moura e Santo Amador, Canudo Sena e o Presidente da Junta de Freguesia de Póvoa de São Miguel, António Montezo, Conceição Margalha, Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), comprometeu-se em criar condições para o destacamento de um médico que resolve-se o problema das localidades, de Santo Amador e Póvoa de São Miguel, até que seja encontrada uma solução definitiva. Até à data tudo na mesma, uma vez que não houve candidatos ao lugar.
Na freguesia de Sobral da Adiça a situação é idêntica. O Presidente, Bruno Monteiro, solicitou uma reunião com a direcção da ULSBA, não tendo obtido qualquer resposta. 

Nessa altura e relativamente à notícia da Rádio Planície, da falta de médico em Sobral da Adiça, o Conselho de Administração da ULSBA remeteu um esclarecimento à nossa redacção, em que referiu, entre outras situações, que o processo de autorização para a contratação da médica que iria ficar com a lista de utentes da Extensão de Saúde de Sobral da Adiça, estava na sua fase final, e que aguardavam para breve a sua resolução.

Em declarações à Planície o presidente da Junta de Freguesia de Sobral da Adiça, Bruno Monteiro, explicou que “actualmente a situação é mais grave, a maior preocupação são as pessoas de uma faixa etária mais avançada, com dificuldades de recorrer ao centro de Saúde de Moura, ou por falta de meios próprios de transporte ou por outras razões de mobilidade. ”

O autarca referiu ainda, que “a maior preocupação são as pessoas de uma faixa etária mais avançada, com dificuldades de recorrer ao centro de Saúde de Moura, ou por falta de meios próprios de transporte ou por outras razões de mobilidade.” 

O autarca adiantou ainda que “a Junta de Freguesia solicitou uma reunião com a direcção da ULSBA, não tendo até ao momento obtido qualquer resposta. Queremos afirmar, que iremos continuar a lutar por melhores condições de saúde, não aceitamos que sejamos esquecidos pela ULSBA e pelo Ministério da Saúde. Numa altura em que está na ordem do dia a valorização do interior é inaceitável que hajam freguesias sem as condições mais básicas, como é o direito à saúde.” Bruno Monteiro acrescentou também “que assim, sem condições básicas vai ser muito difícil captar pessoas para o interior e desenvolver a região.”

Por seu lado o presidente da União de Freguesias de Moura e Santo Amador, Francisco Canudo Sena, salientou à Planície que “ a situação de Santo Amador não é boa e não é única, a Póvoa de S. Miguel e a Estrela estão na mesma. Esta situação ocorre desde que a médica que dava assistência a estes 3 lugares, terminou o seu contrato. Desde essa altura que a ULSBA não tem sido capaz de resolver o problema.” 

O autarca adiantou que “ tem existido reuniões sucessivas, quer com o Centro de Saúde de Moura, quer com a ULSBA, para as quais foi convidado o presidente da Câmara para estar presente, dada a extensão do problema. Apesar da boa vontade para se resolver, não foi até à data possível, na medida em que não houve concorrentes para as vagas. Canudo Sena fez ainda um apelo à população de Santo Amador, “é importante que a própria população se juntasse nesta luta e isso não tem acontecido. A população vai resolvendo os seus problemas, deslocando-se ao Centro de Saúde de Moura. A União de Freguesias disponibilizou-se para garantir um médico, até esta fase ser ultrapassada, mas também não é solução. Um médico pago pela União só pode emitir receituário, não pode requisitar exames, não pode fazer quase nada. É um problema complexo.”
 



Leia esta notícia na integra na edição impressa do Jornal «A Planície»
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