Grupo de cidadãos de Forte avança com queixa junto do Ministério Público
Publicado | 2018-05-17 04:53:01
 
Um grupo de cidadãos e moradores da aldeia de Fortes, sediada no concelho de Ferreira do Alentejo, vai avançar com uma queixa junto do ministério público, no tribunal da comarca de Ferreira do Alentejo, por considerarem estar em causa os direitos e interesses gerais, interesses difusos, colectivos e individuais de toda a população residente naquele aglomerado urbano e limítrofe.
 
A entrega das participações ao Ministério público está agendada para hoje, dia 17 de Maio de 2018, pelas 09h:30.

Desde a laboração da fábrica de bagaço de azeitona em 2009 que a população de Fortes e limítrofe começou a sentir maus cheiros e a sentir fumos impregnados de substâncias gordurosas e de partículas.
Continuamente a população passou a conviver com uma neblina branca e castanha que se espalha na atmosfera, projectando-se a mais de trinta quilómetros.

Por outro lado, a população também passou a conviver com partículas de cor castanha que o vento propaga com os fumos que saem continuamente das chaminés.

Segundo este grupo de cidadãos existem mesmo pessoas que relatam problemas respiratórios, inflamações nos olhos e ardor na garganta.
Fátima Mourão, da Plataforma “Problema Ambiental de Fortes” espera que depois da apresentação da queixa as autoridades competentes olhem para este caso de forma séria e correcta. Que se desloquem ao local e façam análises ao solo, à água, à qualidade do ar e que se saiba que partículas são as que saem das chaminés daquela unidade fabril.

A população de Fortes quer que esta localidade seja um exemplo onde indústria e ambiente possam ter uma convivência saudável, cumprindo todos os requisitos legais, o que, segundo este grupo, até aqui não tem acontecido.
 



Leia esta notícia na integra na edição impressa do Jornal «A Planície»
Untitled Document Untitled Document Untitled Document
24 25
14 14
 
 
 
 
 
 
 
 
Untitled Document
 
    © 2015 - Sociedade Editorial Bética, Lda