Apenas 32% dos portugueses praticam exercício físico
Publicado | 2018-05-15 03:52:13
 
A crise económica que Portugal viveu recentemente obrigou os portugueses a redefinir prioridades e a gerir melhor a forma como gastam o seu dinheiro, levando à concentração dos gastos em bens de primeira necessidade.
 
Simultaneamente, as famílias portuguesas abdicaram de algumas actividades consideradas supérfluas, como por exemplo os ginásios, em virtude de uma redução de gastos. Mas nos últimos anos, também com a melhoria das condições de vida da população, cresceu a atenção em relação à prática de exercício físico e a uma alimentação mais saudável. 

Ainda assim, e de acordo com os dados veiculados pelo Observador Cetelem, os números continuam a ser insuficientes.
Ainda que se verifique um aumento na preocupação com a saúde, a verdade é que apenas 32% dos inquiridos afirmam praticar exercício físico, sendo esta prática mais comum juntos dos habitantes que vivem em meios urbanos. 

Deste terço da população portuguesa, destacam-se os homens, sobretudo os que têm entre 18 e 34 anos. Pelo contrário, no grupo que se afasta dessa actividade, está a geração entre os 45 e os 65 anos e as mulheres. 

Em termos socioeconómicos, é importante destacar que 95% dos praticantes de actividade física provêm de classes com rendimentos elevados e 84% dos que não praticam qualquer actividade física são oriundos de classes com rendimentos médios e baixos.

Refira-se que o Global Physical Activity Observatory calcula que 13,6% do total de mortes prematuras em Portugal são atribuídas à inactividade física, contra a média global de 9%. E, segundo informação prestada pela Direcção Geral de Saúde, a falta de actividade física acarreta para Portugal custos estimados de, pelo menos, 900 milhões de euros.
 



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