Câmara de Moura responde a críticas da CDU
Publicado | 2017-12-22 04:29:47
 
O Executivo da Câmara Municipal de Moura já respondeu às críticas dos vereadores da CDU, que sustentam a sua abstenção na votação do Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2018.
 
Os socialistas, relativamente ao aumento da despesa corrente para o próximo ano, relembram os eleitos da CDU de que este valor só cresce em 2018 porque transitam despesas correntes da anterior gestão CDU, que não foram pagas, dando como exemplo o “pessoal contratado antes das eleições sem cobertura orçamental”. Sem este encargo o executivo socialista diz que as despesas correntes sofreriam uma redução, questionando mesmo “como se pode resolver em menos de 2 meses um desequilíbrio estrutural criado pela má gestão CDU durante 20 anos?” Os socialistas dizem também entender agora a ausência de dirigentes do PCP na reunião proposta pelo executivo camarário, que tinha por objectivo colher contributos para a construção do orçamento e GOP para 2018, à qual compareceram apenas o PS e PSD.

O executivo do município mourense diz ainda que através da declaração apresentada pela CDU, ficou a saber-se que esta não apoia medidas como a oferta de manuais escolares para o 2º ciclo, bem como a atribuição de incentivos à natalidade, recordando que, para o actual executivo da Câmara de Moura, todas as pessoas contam.

Relativamente à falta de expressão orçamental em áreas como a agricultura, turismo e investimento, o executivo camarário, recorda que em menos de dois meses já esclareceu a população sobre o investimento levado a cabo pelo Governo PS, no Bloco de Rega Póvoa/Amareleja, tendo para o efeito o Ministro da Agricultura, Capoulas Santos, marcado presença na Feira da Vinha e do Vinho de Amareleja, certame onde foi ainda apresentado o Mourainveste – Gabinete de Apoio ao Investidor, da responsabilidade do Município. Foi ainda realizada uma reunião, sobre o regadio de Alqueva, com a EDIA, onde esteve presente o executivo municipal, bem como agricultores do concelho de Moura.

No que respeita ao Convento do Carmo e ao Projecto REVIVE, os eleitos do PS na Câmara de Moura esclarecem que foram realizadas várias reuniões com o Turismo de Portugal, tendo sido oferecidas as condições necessárias ao avanço do projecto, condições essas que, de acordo com os socialistas, ainda não haviam sido dadas pelo anterior executivo.

Relativamente ao apoio ao associativismo e Juntas de Freguesia, o executivo da Câmara de Moura garante que trabalhará no sentido de resolver o desequilíbrio estrutural das contas, com o intuito de reforçar, de forma gradual, o apoio às Associações e Freguesias.
Já no que toca às empresas municipais os socialistas pretendem ser, ao longo deste mandato, mais eficientes na gestão destas empresas, sendo a sua gradual sustentabilidade um objectivo a prosseguir.

Álvaro Azedo, Presidente da Câmara de Moura, em declarações à Planície referiu que, no que toca a esta matéria, é “absurdo” o valor que a Câmara tem investido todos os anos nas empresas municipais, valor esse que ronda os 800 mil euros. O autarca referiu ainda que a tomada de posição da CDU só denota “um mau perder muito grande”, uma vez que exige ao actual executivo que faça em 2 meses, aquilo que a CDU não fez em 20 anos.

Refira-se que o Município de Moura conta com um orçamento de 20.427.892 euros, para 2018, documento que irá à Assembleia Municipal no próximo dia 27 de Dezembro.
 



Leia esta notícia na integra na edição impressa do Jornal «A Planície»
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