Vereadores da CDU em Moura apresentaram declaração sobre Orçamento e GOP para 2018
Publicado | 2017-12-21 04:46:07
 
Os vereadores da CDU na Câmara Municipal de Moura apresentaram uma declaração sobre a proposta de Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2018, no decorrer da reunião de Câmara que decorreu esta quarta-feira, dia 20 de Dezembro.
 
Os comunistas queixam-se de não ter sido cumprido o Estatuto da Oposição, “na medida em que, no entender da CDU, não foi seguido o que prescreve a legislação que refere que os partidos têm o direito de ser ouvidos sobre as propostas dos respectivos orçamentos e planos de actividade”.

A CDU acusa o PS de no anterior mandato ter defendido uma redução de 10% nas despesas correntes e apresentar agora uma proposta de orçamento que, segundo a CDU, comparativamente com a proposta inicial apresentada para 2017, representa um crescimento de 6,8%, enquanto as despesas de capital reduzem 15,6%.

Outra das críticas da CDU tem a ver com o facto das Grandes Opções do Plano apresentarem no fundamental as mesmas acções do na anterior, constituindo novidade os incentivos à natalidade e a oferta de manuais escolares para o 2º ciclo. A ausência no texto introdutório de referências à agricultura do concelho e à intervenção no Convento do Carmo no âmbito do Programa Revive, bem como às acções previstas no PEDU, são motivo de crítica por parte dos vereadores da CDU na Câmara de Moura, tal como o nível de apoio ao movimento associativo e às juntas de freguesia que é tido como muito aquém do que seria expectável, pelos comunistas.

A CDU não entende ainda o crescimento de 14,5% relativamente à previsão plurianual, que passa em 2019 de 20.427.892, para 23.394.021, criticando ainda o facto de promessas como a praia fluvial, a via de ligação para retirar o trânsito pesado do centro histórico e a aquisição de habitação para reabilitação, não encontrarem expressão no documento, tal como não é explicita, segundo a CDU, “a orientação para as empresas e entidades participadas pelo município, deixando cair a reivindicação da diminuição dos valores a transferir, verificando-se em matéria financeira uma mudança de posição que os comunistas consideram positiva no que toca ao reconhecimento do papel dessas entidades.

A CDU afirma ainda que “não se vislumbra qualquer nova visão estratégica para o concelho”, tendo, em suma, sido estas as razões que levaram os eleitos comunistas a se absterem na votação do Orçamento e GOP para 2018, tal como referiu, à Planície, Ana Farinho, vereadora da CDU, na Câmara de Moura.
 



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