Festival «Terras sem Sombra» distinguido com o selo EFFE
Publicado | 2017-04-19 04:09:57
 
Bruxelas anunciou a atribuição ao Festival "Terras sem Sombra" do selo EFFE - Europe Festivals – Festivals de l’Europe, para 2017-2018.
 
Esta prestigiosa marca, criada pela EFA - European Festivals Association por iniciativa da Comissão Europeia, distingue os festivais que se destacam, no espaço comunitário, pela excelência da programação, pelo carácter inovador e pela criação de novos públicos. É considerado o mais importante “label” do sector, só outorgado, de acordo com a EFA, a um “núcleo cimeiro” de projectos artísticos.

A decisão, de atribuir esta distinção ao "Terras sem Sombra" foi tomada na última semana, o júri considerou o festival alentejano “uma criação única, que forjou laços pouco usuais entre uma instituição religiosa e um sólido programa artístico e, ao mesmo tempo, desenvolve um particular conjunto de acções para a promoção do património artístico e do património natural”. Salientou igualmente que, “não obstante ter lugar numa região periférica”, apresenta “uma programação cuidada e coerente”. Pôs ainda em evidência a “cooperação com regiões vizinhas de Espanha e o forte envolvimento das comunidades”.

Para José António Falcão, da Diocese de Beja, esta distinção significa algo de muito importante, não só para o Festival como também para a região, relembrando que o selo agora atribuído é neste momento a marca de excelência dos festivais europeus, representando uma responsabilidade acrescida do ponto de vista da qualidade, da criatividade e ao nível da capacidade de trabalhar em conjunto.

Surgido em 2003, o "Terras sem Sombra" é organizado pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja e pela Associação Pedra Angular, assentando numa parceria estratégica da sociedade civil da região com municípios, serviços descentralizados do Estado, instituições do sector social, empresas, entre outras entidades. Tem como director José António Falcão, historiador de arte. A orientação artística corre a cargo de Juan Ángel Vela del Campo, crítico musical e professor da Universidad Carlos III, de Madrid. A Rádio Planície é parceira deste Festival.
 



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