A Ovibeja abre portas a 27 de Abril, prolongando-se até 1 de Maio, tendo nesta 34ª edição como tema principal a internacionalização dos produtos agro-alimentares de origem animal, tais como os queijos, os enchidos e os presuntos tradicionais do Alentejo. Para Rui Garrido “ainda há muito caminho a percorrer na internacionalização” dos produtos alentejanos, que “é incipiente”, mas o exemplo do azeite ou do vinho “mostra que é possível”.
A adesão dos expositores tem decorrido de forma normal, notando-se um aumento, relativamente aos últimos anos havendo mesmo expositores que estão a querer participar na Ovibeja pela primeira vez, de acordo com a ACOS.
Rui Garrido, em entrevista, revela que a ACOS leva cerca de meio ano a preparar a Ovibeja, sendo que a edição deste ano começou a ser preparada com maior antecedência devido à intervenção que tem estado a ser realizada, com vista à melhoria do Parque de Feiras de Beja, em colaboração com o Município.
De resto a Ovibeja irá ser, neste ano, muito na senda das últimas edições, procurando a organização dar-lhe uma arrumação um pouco diferente, ao nível dos expositores.
Recorde-se que a Ovibeja, tal como em anos anteriores, volta a ter em 2017 o Concurso Internacional de Azeites Virgem Extra – Prémio CA OVIBEJA, o único concurso internacional de azeites realizado em Portugal, e que já atingiu uma notoriedade igual à do concurso Mario Solinas, que é o mais conhecido no mundo. Este ano estarão a concurso 150 amostras. O Concurso será este ano dinamizado de forma diferente, já que segundo o Presidente da ACOS, será realizado 2º Seminário Internacional de Azeites do Sul durante a OVIBEJA, com a colaboração da OLIVUM – Associação de Olivicultores do Sul, no sábado, dia 29 de Abril, altura em que vai decorrer a entrega dos prémios do concurso internacional de azeite.
Relativamente à internacionalização dos produtos alentejanos, Rui Garrido acredita que ainda há muito caminho a percorrer, por exemplo ao nível dos queijos e dos enchidos, onde a exportação é mais do que incipiente. O mesmo responsável acredita que tirando os sectores do vinho e do azeite, ainda há muito para fazer no capítulo da exportação de produtos regionais.