Se essas verbas não forem urgentemente desbloqueadas, em causa ficará o pagamento dos salários de Julho e Agosto, bem como do subsídio de férias devido aos docentes e outros trabalhadores dessas escolas.
Segundo a informação prestada pelos representantes da secretaria de estado, o problema deverá ficar resolvido já esta semana, dependendo apenas de esclarecimentos solicitados pelo Tribunal de Contas.
A partir daí, aguarda-se a imediata transferência de verbas para as escolas, o que permitirá satisfazer obrigações financeiras que se encontram em atraso e garantir o pagamento dos salários de quem nelas exerce actividade profissional.
Para Manuel Nobre, do Sindicato de Professores da Zona Sul, o financiamento do Ensino Artístico não pode depender de fundos comunitários, como tem acontecido nos últimos anos. O sindicalista entende que os problemas do sector não se esgotam nas questões do financiamento, dizendo que defende uma revisão da Rede, que permita estabelecer novas parcerias com vista a tornar o Ensino Artístico num serviço universal, não ficando apenas as capitais de distrito, com este tipo de resposta.