O mau tempo que se faz sentir desde os últimos meses do ano passado está a estragar a produção de cereais. A Associação Portuguesa de Produtores de Cereais, Oleaginosas e Proteaginosas, prevê uma quebra na produção de cerca de 20%, ou seja, menos 220 mil toneladas do que no ano passado, altura em que a campanha rendeu 1,1 milhões de toneladas. No Alentejo, de acordo com Francisco Palma, presidente da Associação de Agricultores do Baixo Alentejo, as perspectivas também não são as melhores. O responsável afirma que “…em muitos sítios [o mau tempo] pode levar irremediavelmente à perca total das searas de cereais de Outono/Inverno…”. Francisco Palma explica ainda que, além do factor das condições meteorológicas, a produção de cereais sofreu uma redução significativa “…por várias razões, uma por os preços estarem muito baixos e muitas vezes a produção obtida não dá sequer para cobrir os custos de produção (…), depois também havia muita gente que queria fazer cereais um pouco mais tarde (…) em meados de Dezembro/Janeiro, e como começou a chover e ainda não parou, também não conseguiram fazer essas sementeiras…”.
Apesar da já esperada descida na produção de cereais, o presidente da Associação do Comércio e Industriais da Panificação, Pastelaria e Similares, Carlos Alberto dos Santos, já fez saber que o preço do pão não deverá sofrer alterações.