A Função Pública está hoje em greve, o que não acontecia há quase três anos. A possibilidade de o Governo congelar os aumentos reais dos salários até 2013 é a principal razão desta greve, como explicou Henrique Vilalonga, da Frente Comum Distrital de Sindicatos da Administração Pública, “…a primeira razão e a mais forte de todas é esta proposta de não haver aumentos salariais para a administração pública em 2010 e, posteriormente, que poderá ir até 2013…”. Mas além deste motivo, o sindicalista avança que questões como a destruição do vínculo público e a possibilidade de despedimentos da administração pública, a retirada de direitos na aposentação e na ADSE e o novo regime de contrato em funções públicas são assuntos que “…merecem também o nosso protesto…”.
Já na semana passada, a Fenprof, o maior sindicato representante dos professores, anunciou que iria também juntar-se a esta greve. Joaquim Páscoa, presidente do Sindicato dos Professores da Zona Sul, explicou à Rádio Planície que esta não é uma greve dos professores, mas sim uma greve de todos os trabalhadores da Administração Pública, “…o motivo por que a Fenprof se juntou à greve dos restantes trabalhadores da Administração Pública, e eu lembro que esta greve não é uma greve de professores, é uma greve de todos os trabalhadores da Administração Pública, é pela questão dos salários…”.
Hoje é dia de greve dos trabalhadores da Função Pública, que protestam pela intenção do Governo em congelar os salários até 2013. Uma paralisação que deverá levar ao encerramento de repartições de finanças, tribunais, escolas, consultas hospitalares e serviços municipais, já que, segundo os sindicatos, esta será "uma das maiores greves de sempre".